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Reforma

Piso para studio: vinílico ou porcelanato, custo instalado e quando usar cada um

R$ 4.440 por studio na mediana para o vinílico instalado e R$ 400 a R$ 520 por m² para o porcelanato, nos contratos da Bewild. O que entra no preço, como os dois se comparam e quando recomendamos cada um.

··7 min de leitura·Atualizado em ·Revisão técnica: Thiago Dantas do Amor · CAU A162437-7
Piso para studio: vinílico ou porcelanato, custo instalado e quando usar cada um

Nos contratos de reforma da Bewild, o piso vinílico instalado num studio custou R$ 4.440 na mediana, com material, massa autonivelante para corrigir os desníveis do contrapiso, cola, rodapé e mão de obra. Metade dos casos ficou entre R$ 3,9 mil e R$ 5,4 mil por studio; nos três contratos com a área de piso medida, isso deu de R$ 187 a R$ 304 por m². O porcelanato na área seca saiu bem mais caro: de R$ 400 a R$ 520 por m² instalado, com rodapé, nos contratos que o usaram.

Para studio que vai ser alugado, a especificação padrão da Bewild é vinílico em régua colado na área seca e porcelanato no banheiro e no box, onde a água manda. Os números abaixo são de 89 orçamentos com contrato fechado entre março e outubro de 2026, todos de unidades recém-entregues em São Paulo.

Quanto custa o piso de um studio, instalado?

A tabela junta o que os contratos trazem para cada opção. O valor é o preço do item no orçamento, com fornecimento e instalação; gestão de obra, frete e impostos aparecem em linhas separadas do contrato e não estão aqui.

Opção O que entra Custo nos contratos Base
Vinílico em régua 2 mm, colado Piso, autonivelante, cola, rodapé de poliestireno e instalação R$ 4.440 por studio na mediana; metade entre R$ 3,9 mil e R$ 5,4 mil 31 studios
Vinílico, por m² de piso Mesmo pacote, dividido pela área de piso R$ 187 a R$ 304 por m² 3 contratos com a área de piso informada
Porcelanato na área seca Porcelanato acetinado, assentamento e rodapé de porcelanato R$ 403 a R$ 518 por m² 3 contratos
Vinílico 3 mm Mesmo pacote, régua mais espessa R$ 8.290 num studio de 25 m² 1 contrato

Nos poucos contratos com área medida, a diferença por metro quadrado é de quase duas vezes. Ela vem menos do material e mais do processo: nos três contratos com porcelanato, a peça respondeu por 27% a 38% do valor, e o resto foi assentamento e rodapé. O porcelanato pede argamassa, rejunte, assentador e dias de cura, e o rodapé de porcelanato também é assentado peça a peça. O vinílico entra depois da pintura, sobre o contrapiso nivelado, e um studio fica pronto em um ou dois dias.

O pacote do vinílico varia por três motivos que aparecem nos orçamentos: a área de piso (nos contratos com medição, studios de 25 a 30 m² tinham de 15 a 18 m² de piso, porque o banheiro fica de fora), o quanto o contrapiso precisa de regularização e a linha do piso. Quando há piso velho para tirar, a demolição entra à parte: num dos contratos, retirar 12 m² de vinílico existente custou R$ 797.

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Vinílico ou porcelanato: como os dois se comparam?

Critério Vinílico em régua (colado) Porcelanato
Custo instalado na área seca R$ 190 a R$ 300 por m² nos contratos R$ 400 a R$ 520 por m² nos contratos
Instalação e prazo Sobre contrapiso nivelado e seco, sem argamassa nem cura; um studio em um a dois dias Argamassa, rejunte e cura; três a cinco dias num studio
Troca de hóspede Pano úmido e detergente neutro; sem rejunte para escurecer Fácil na superfície; o rejunte acumula sujeira
Reparo Régua avulsa trocada em minutos, com caixa reserva guardada Peça trincada exige quebrar e reassentar; lote diferente muda a tonalidade
Conforto e ruído Não é frio e abafa passos, o que o vizinho de baixo agradece Frio no inverno e transmite o impacto à laje
Água Aguenta respingo e limpeza úmida; não vai em box nem área molhada Ideal em banheiro, box e área de serviço
Desgaste Classe comercial aguenta mala de rodinha; risca com objeto cortante Não risca; lasca em impacto de quina e não tem conserto

Quando recomendamos o vinílico

Na área seca de studio para locação, curta ou longa. Um studio em short stay recebe malas de rodinha, cadeiras arrastadas e uma limpeza completa a cada saída, dezenas de vezes por mês. O piso que serve a esse uso precisa de limpeza rápida, resistência a impacto e reparo pontual sem obra, e o vinílico de classe comercial atende às três por metade do custo do porcelanato.

A condição é a classe de uso. A ABNT NBR 14917-1 classifica os vinílicos em classes residenciais (21 a 23), comerciais (31 a 34) e industriais (41 a 43). Para studio alugado, a referência mínima é a classe 31, que na norma corresponde a uso comercial moderado, como quarto de hotel; 32 ou 33 dão folga para tráfego mais intenso. Classe residencial marca com mala e cadeira em poucos meses, e a economia some na primeira troca.

Quando recomendamos o porcelanato

No banheiro e no box, sempre: a ABNT NBR 13818 classifica o porcelanato pela baixíssima absorção de água, e nenhum vinílico substitui isso em área molhada. Na área seca, ele faz sentido em três casos: imóvel para moradia com animal de grande porte, projeto que pede aspecto de pedra ou cimento em grande formato, ou dono que prefere durabilidade absoluta e aceita pagar cerca do dobro, além do ruído, do frio e do reparo mais difícil.

Em cozinha integrada, a decisão costuma acompanhar o piso da sala. Num ambiente de 25 m², a junção entre dois materiais divide visualmente o que o projeto quer unir.

Quando não trocar o piso

Quando a construtora entregou porcelanato ou laminado firme, plano e em bom estado, ele pode ficar e sai do orçamento. Vinílico também pode ir por cima de piso existente nessas condições, o que elimina demolição e entulho (o que vem no studio novo e o que vale trocar). O que não pode é colar vinílico sobre contrapiso úmido ou irregular: a régua descola e as juntas abrem, e o problema aparece justamente na troca de hóspede.

Trocar de vinílico para porcelanato no meio da obra custa mais?

Custa. A troca de piso pedida durante a obra está entre os cinco itens que mais geram aditivo por decisão do cliente, segundo o dossiê de 37 reuniões comerciais da Bwild. O vinílico já foi comprado e o porcelanato muda a sequência da obra, porque entra na etapa civil, antes da pintura. Decidida no projeto 3D, a troca entra no preço fechado e no cronograma (por que existe aditivo em obra).

"Piso de imóvel alugado não se escolhe pela foto do showroom, se escolhe pela troca de hóspede: limpeza rápida, resistência a mala de rodinha e reparo que não vira obra. É por isso que o vinílico de classe comercial ganha na área seca e o porcelanato continua imbatível onde há água." — Thiago Dantas, arquiteto e urbanista (CAU A162437-7), responsável técnico da Bewild.

Quanto o piso pesa na reforma inteira

Pouco, perto da marcenaria. Num contrato mediano de R$ 71.850, o piso vinílico representa cerca de 6% do total. O custo completo da reforma por metragem está em quanto custa reformar um apartamento ou studio de até 50 m², e os outros itens que mais mudam o valor dentro de cada faixa têm guias próprios: bancadas de granito ou quartzo e box, espelhos e envidraçamento de sacada.

Como chegamos aos números

Os valores vêm dos itens de 89 orçamentos com contrato fechado na Bewild entre março e outubro de 2026, todos de reforma completa de unidades recém-entregues em São Paulo. Usamos o preço de cada item como foi vendido ao cliente, com fornecimento e instalação. Ficaram de fora orçamentos no formato antigo, que traziam só o total do bloco, e um apartamento de 72 m². A mediana é o valor do meio da fila, menos sensível a casos extremos que a média. Com só três contratos de porcelanato na área seca, a faixa dele é indicação, não medição.


Sobre os autores. Pedro Alves é engenheiro e CEO da Bewild, marca de reforma completa da Bwild Ventures, com mais de 160 reformas entregues. Thiago Dantas é arquiteto e urbanista (CAU A162437-7) e responsável técnico da Bewild.

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Fontes: itens de 89 orçamentos com contrato fechado da Bewild (março a outubro de 2026); ABNT NBR 14917-1 e 14917-2 (revestimentos resilientes para pisos: classes de uso, seleção e instalação); ISO 10874 (classificação de uso de revestimentos resilientes); ABNT NBR 13818 (placas cerâmicas para revestimento); dossiê interno de objeções da Bwild, com base em 37 reuniões comerciais. Os valores são históricos e não constituem proposta; cada orçamento depende do imóvel e do escopo.

FAQ

Perguntas frequentes

Quanto custa piso vinílico instalado num studio?

Nos contratos da Bewild de março a outubro de 2026, o vinílico em régua de 2 mm, colado, custou R$ 4.440 por studio na mediana, com autonivelante, cola, rodapé e instalação. Metade dos casos ficou entre R$ 3,9 mil e R$ 5,4 mil, perto de R$ 190 a R$ 300 por m² de piso.

Quanto custa porcelanato instalado na área seca?

De R$ 400 a R$ 520 por m², com material, assentamento e rodapé de porcelanato, em três contratos da Bewild. É quase o dobro do vinílico, por causa de argamassa, rejunte, assentador e dias de cura.

Piso vinílico ou porcelanato: qual é melhor para apartamento de aluguel?

Para a área seca de um studio alugado, vinílico em régua de classe comercial: limpeza rápida, reparo por régua, conforto térmico e acústico e instalação em um a dois dias. Porcelanato no banheiro e no box, onde a resistência à água decide.

Qual classe de piso vinílico escolher?

Classe 31 é a referência mínima para studio alugado; corresponde, na norma, a uso comercial moderado, como quartos de hotel. Classes 32 e 33 dão folga para tráfego mais intenso. A camada de uso é o que define a classe.

Pode colocar piso vinílico em cima do piso existente?

Pode, quando o piso existente está firme, plano e seco. Isso elimina demolição e entulho. Sobre contrapiso úmido ou irregular, não: a régua descola e as juntas abrem.

Trocar vinílico por porcelanato durante a obra custa mais?

Custa. A troca de piso pedida durante a obra está entre os cinco itens que mais geram aditivo por decisão do cliente, porque o vinílico já foi comprado e a sequência da obra muda. Decidida no projeto 3D, a troca entra no preço fechado.

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