Reforma de apartamento antigo em SP: o que verificar em 2026
Prédios com mais de 30 anos escondem fiação subdimensionada, prumadas corroídas e contrapiso irregular. Veja os 5 pontos que uma vistoria precisa verificar antes de qualquer proposta.

Reformar um apartamento antigo em São Paulo exige investigar o que está atrás das paredes antes de definir acabamento: em prédios com mais de 30 anos, fiação subdimensionada, prumadas de ferro galvanizado e contrapiso irregular são a regra, e respondem pela maior parte dos aditivos que estouram o orçamento. A recomendação principal é contratar uma vistoria técnica com laudo antes de qualquer proposta e exigir que elétrica, hidráulica e estrutura entrem no memorial descritivo com marca e quantidade. Fontes de mercado situam a reforma de um apartamento antigo entre R$ 1.800 e R$ 7.500 por m² em 2026, faixa larga justamente porque o custo depende do que a vistoria encontra.
O apartamento antigo é bom negócio até a primeira parede aberta
Quem compra um apartamento usado em bairros consolidados, como Perdizes, Vila Mariana, Pinheiros ou Higienópolis, paga menos por metro quadrado do que no lançamento equivalente e recebe planta mais generosa e pé-direito maior. O problema é que o preço menor embute uma obra que ninguém consegue orçar olhando o acabamento. Quando a demolição começa, aparecem a fiação de 1,5 mm² alimentando o chuveiro, o cano de ferro com a seção reduzida pela corrosão, o contrapiso com 4 cm de desnível entre sala e quarto e a viga que atravessa onde a planta nova previa a cozinha integrada. Cada descoberta não prevista vira aditivo, atraso e negociação no meio da obra. Por isso a pergunta certa não é "quanto custa por m²", e sim "o que precisa ser verificado antes de assinar".
O Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026, da Abracopel, registrou mais de 2.300 acidentes de origem elétrica e mais de 600 mortes no Brasil em 2025, com instalações antigas ou improvisadas entre as causas recorrentes de incêndio por sobrecarga. Em um apartamento com 40 anos, a elétrica não é acabamento: é o primeiro item de segurança.
"Em apartamento antigo, a gente não orça pelo que vê; orça pelo que a vistoria mostra. Abrir uma parede de teste, medir a seção da fiação e testar a pressão da prumada antes da proposta custa um dia de trabalho e evita a conversa mais difícil de uma obra, que é o aditivo de elétrica na terceira semana." — Thiago Dantas, Arquiteto e Urbanista (CAU A162437-7), responsável técnico da Bewild.
Os 5 pontos que decidem o orçamento de um apartamento antigo
Se uma proposta não responde a estes cinco pontos, o preço apresentado é estimativa, não orçamento.
1. Elétrica: quadro, seção dos cabos e pontos
Prédios anteriores aos anos 1990 foram projetados para uma carga muito menor do que a de hoje: ar-condicionado em cada ambiente, forno elétrico e chuveiro de 7.500 W. A ABNT NBR 5410 exige circuitos independentes para chuveiro, cozinha e ar-condicionado, dispositivo DR nas áreas molhadas e aterramento, itens que raramente existem em instalações antigas. A solução em quase todo apartamento antigo é refazer a instalação a partir do quadro, com cabos redimensionados e pontos redistribuídos pela planta nova. Aproveitar trechos da fiação velha é a economia que mais gera retorno do eletricista depois da entrega.
2. Hidráulica: prumadas, ramais e o que é do condomínio
Tubulação de ferro galvanizado corrói por dentro, reduz a vazão e mancha a água; em prédios das décadas de 1960 a 1980 ela ainda é comum. O ponto de atenção é a divisão de responsabilidade: os ramais internos são do proprietário, mas as prumadas (colunas verticais que atendem vários andares) são do condomínio, e mexer nelas exige autorização e, muitas vezes, obra coordenada com os vizinhos. A vistoria deve testar pressão e vazão em cada ponto e mapear onde a tubulação nova vai se conectar à prumada existente.
3. Estrutura: o que pode e o que não pode sair da planta
A planta aberta, com sala, cozinha e varanda integradas, é o pedido mais frequente de quem compra apartamento antigo para morar, e só é possível quando a parede a remover não é estrutural. Em alvenaria estrutural, comum em edifícios antigos de menor porte, nenhuma parede sai; em concreto armado, vigas e pilares aparecem em posições que a planta comercial não mostra. A regra: nenhuma demolição sem projeto original ou laudo de engenheiro, com ART emitida. É esse laudo que o condomínio vai pedir na aprovação.
4. Pisos, contrapiso e esquadrias
Taco solto, contrapiso desnivelado e azulejo assentado sobre azulejo são achados quase universais. A decisão técnica é remover tudo até a laje nas áreas molhadas e nivelar o contrapiso antes de qualquer piso novo, o que gera mais entulho e mais dias do que uma reforma em apartamento novo. Esquadrias antigas, com vidro de 3 mm, vedam mal; a troca sob medida é a intervenção com maior efeito no conforto de quem vai morar, e a que mais exige alinhamento com a fachada do condomínio.
5. Condomínio: NBR 16280, laudo e caçamba
Toda reforma em apartamento precisa de plano de reforma, responsável técnico com ART ou RRT e aprovação do síndico, conforme a ABNT NBR 16280. Em apartamento antigo, o síndico costuma pedir mais: laudo estrutural para qualquer demolição, comprovação de que a hidráulica nova não interfere na prumada e regras de horário e elevador para o entulho. Prédios sem elevador de serviço mudam a logística de descida de entulho e subida de material, e isso precisa estar no cronograma e no preço.
Se você quer que tudo isso esteja em um único contrato, com preço fechado antes da obra começar, conheça a empresa de reforma de apartamento em São Paulo da Bewild.
Três caminhos para reformar um apartamento antigo
| Critério | Reforma por conta própria (pedreiro + eletricista + encanador) | Arquiteto + empreiteiro | Reforma completa em um contrato (modelo Bewild) |
|---|---|---|---|
| Quem faz a vistoria técnica | Ninguém, ou o próprio pedreiro, sem laudo | Arquiteto, com laudo estrutural contratado à parte | Equipe técnica própria, com laudo antes da proposta |
| Elétrica e hidráulica | Orçadas por metro ou por ponto, depois da demolição | Orçadas pelo empreiteiro a partir do projeto | Incluídas no memorial descritivo, com marca e quantidade |
| Quem responde pelo aditivo | O proprietário, a cada descoberta | O proprietário, com o arquiteto mediando | A empresa, dentro do escopo contratado |
| Contratos assinados | 4 a 7 | 2 a 4 | 1 |
| Garantia | Verbal, por profissional | Do empreiteiro, quando existe por escrito | 5 anos sobre a mão de obra, em contrato |
A matemática: onde o apartamento antigo custa mais
Não existe preço por m² para apartamento antigo; existe o custo de cada sistema que precisa ser refeito. O levantamento do Monitor do Mercado para uma reforma completa de 80 m² em 2026, com piso, elétrica, hidráulica, pintura e banheiro, estima piso e contrapiso entre R$ 12 mil e R$ 25 mil, elétrica entre R$ 10 mil e R$ 22 mil, hidráulica entre R$ 8 mil e R$ 18 mil e banheiro entre R$ 18 mil e R$ 40 mil, com total entre R$ 65 mil e R$ 170 mil conforme o acabamento. O mesmo levantamento cita o SINAPI de julho de 2026 em R$ 1.985,10 por m², índice nacional de custo de construção que não é preço de reforma, mas dá a ordem de grandeza.
O portal Imóvel em Foco, também em 2026, separa por escopo: reforma intermediária, com pisos, bancadas e elétrica básica, entre R$ 1.200 e R$ 3.000 por m²; completa, com hidráulica, elétrica, marcenaria e climatização, entre R$ 3.500 e R$ 6.500 por m². A Lar Pontual Engenharia, em guia dedicado ao apartamento antigo, trabalha com R$ 1.800 a R$ 7.500 por m². Três fontes, três faixas, e a distância entre o piso e o teto de cada uma é o que a vistoria define: refazer ou não a elétrica inteira, trocar ou não os ramais, remover ou não o contrapiso.
Há ainda o custo do tempo: um apartamento antigo de 70 a 90 m² com elétrica, hidráulica e pisos refeitos leva mais do que os cerca de 60 dias úteis que a Bewild pratica em apartamentos de até 30 m² (prazo por escopo), e cada mês a mais é condomínio, IPTU e, muitas vezes, aluguel pagos em dobro.
Como contratar a reforma de um apartamento antigo sem descobrir o custo no meio da obra
O caminho que reduz o risco tem quatro passos. Primeiro, vistoria técnica antes da proposta: um arquiteto ou engenheiro visita o imóvel, abre pontos de inspeção, testa elétrica e hidráulica e pede ao condomínio o projeto original. Segundo, memorial descritivo item a item, com marca nominal de cabos, tubos, louças, metais e pisos; "similar" é onde um orçamento barato esconde a diferença. Terceiro, preço fechado com regra de mudança escrita: o que acontece se surgir algo imprevisto, e quem paga. Quarto, a ordem correta das etapas, com demolição, infraestrutura, contrapiso e só depois acabamento, detalhada em etapas de uma reforma de apartamento.
É o modelo que a Bewild aplica em São Paulo capital: projeto, obra, elétrica, hidráulica, marcenaria de fábrica própria e mobiliário em um único contrato, com preço fechado antes de a obra começar, prazo em contrato e 5 anos de garantia sobre a mão de obra, em mais de 160 reformas entregues para donos que moram em São Paulo ou em qualquer outra cidade. O passo a passo está em como funciona, e o que o condomínio vai exigir está em NBR 16280 na prática.
Base técnica: a ABNT NBR 16280 define o procedimento de reforma em edificações; o Anuário da Abracopel consolida os acidentes de origem elétrica no país; e os artigos 610 a 626 do Código Civil regem o contrato de empreitada, incluindo a responsabilidade do empreiteiro por solidez e segurança da obra.
Comece com vistoria e contrato
Se o seu apartamento antigo fica em São Paulo capital e você quer saber o que precisa ser refeito antes de definir acabamento, peça um orçamento sem compromisso: a equipe técnica da Bewild avalia o imóvel, aponta o que a vistoria precisa verificar e apresenta uma proposta com escopo, preço fechado e prazo em contrato.
Perguntas frequentes
Vale a pena reformar um apartamento antigo em São Paulo?
Em geral sim, quando o preço de compra mais a reforma fica abaixo do valor de um imóvel novo equivalente no mesmo bairro e a planta permite o uso desejado. A conta só fecha com vistoria técnica antes da compra ou da proposta, porque elétrica, hidráulica e estrutura definem se a obra custa o piso ou o teto da faixa de mercado.
É obrigatório trocar toda a elétrica de um apartamento antigo?
Não é obrigatório por lei, mas é o recomendado tecnicamente em quase todos os casos anteriores aos anos 1990. A ABNT NBR 5410 exige circuitos dedicados, dispositivo DR e aterramento, que instalações antigas não têm. Aproveitar trechos de fiação velha economiza pouco e concentra o risco de sobrecarga justamente nos pontos de maior consumo.
Posso derrubar parede em apartamento antigo?
Só com laudo de engenheiro ou arquiteto, com ART ou RRT, comprovando que a parede não é estrutural. Em alvenaria estrutural nenhuma parede sai; em concreto armado, vigas e pilares podem estar em posição diferente da planta comercial. O condomínio exige esse laudo na aprovação da reforma pela NBR 16280.
Quanto custa reformar um apartamento antigo em 2026?
Fontes de mercado situam a reforma completa entre R$ 1.800 e R$ 7.500 por m² (Lar Pontual) ou entre R$ 3.500 e R$ 6.500 por m² (Imóvel em Foco). A amplitude vem do que a vistoria encontra: refazer elétrica e hidráulica inteiras e nivelar contrapiso levam o custo para a parte alta da faixa. Peça orçamento por sistema, não por m².
Quanto tempo demora a reforma de um apartamento antigo?
Mais do que a de um apartamento novo de mesma metragem, porque inclui demolição até a laje, infraestrutura nova e nivelamento. Em apartamentos de até 30 m² a Bewild pratica cerca de 60 dias úteis de obra; plantas de 70 a 90 m² com elétrica e hidráulica refeitas exigem cronograma próprio, definido após a vistoria e registrado em contrato.
A prumada de água é do proprietário ou do condomínio?
As prumadas, colunas verticais que atendem vários andares, são áreas comuns e pertencem ao condomínio; os ramais internos, do registro do apartamento até cada ponto, são do proprietário. Trocar ramais faz parte da reforma; intervir na prumada exige autorização do síndico e, com frequência, obra coordenada com as unidades vizinhas.
Páginas relacionadas
- Reforma de apartamento em São PauloProjeto, obra, marcenaria e mobília em um único contrato.
- Reforma de cobertura em São PauloCobertura entregue pronta para morar, do terraço à marcenaria.
- Orçamento de reforma de apartamento em SPPreço e prazo fechados em contrato, sem aditivo surpresa.
- Portfólio de reformas em SPProjetos entregues, com metragem, bairro e finalidade.
- Guias de custo de reformaCustos, etapas e prazos de reforma de apartamento em São Paulo.
- Autorização de reforma em condomínioNBR 16280, documentos e o que o síndico costuma exigir.



