Reforma de apartamento antigo em SP: por que a Bewild só reforma unidade recém-entregue
A Bewild só reforma apartamento recém-entregue, no contrapiso, e não atende imóvel com mais de 15 anos. Por que esse recorte existe e o que verificar se o seu apartamento é antigo.

A Bewild reforma apenas unidades recém-entregues, no contrapiso, e não atende apartamento com mais de 15 anos. O motivo está no que este guia descreve: em prédio antigo, o custo da obra depende do que está atrás das paredes, e boa parte disso só aparece depois da demolição. Numa unidade recém-entregue, elétrica, hidráulica e contrapiso saem novos da construtora, com projeto aprovado e dentro da garantia da obra, e é isso que permite fechar preço e prazo em contrato antes de começar.
Por que a Bewild só reforma apartamento recém-entregue
- Preço fechado. O orçamento sai do projeto executivo. Sem fiação velha, prumada corroída ou contrapiso desnivelado escondidos, o que está no projeto é o que vai ser feito, e o aditivo deixa de ser a regra (por que existe aditivo em obra).
- Prazo com multa em contrato. Sem demolição até a laje nem infraestrutura refeita, o prazo por metragem vale desde o primeiro dia, com multa por dia de atraso prevista no contrato (prazo por metragem).
- Responsabilidade clara. Em prédio novo, o que a construtora entregou segue coberto pela garantia dela; a Bewild responde pelo que projetou e executou.
Se o seu apartamento é antigo, os cinco pontos abaixo servem de roteiro para contratar quem faça esse tipo de obra.
Apartamento antigo: o que verificar antes de contratar
Reformar um apartamento antigo em São Paulo exige investigar o que está atrás das paredes antes de definir acabamento: em prédios com mais de 30 anos, fiação subdimensionada, prumadas de ferro galvanizado e contrapiso irregular são a regra, e estão por trás de muitos dos aditivos que estouram o orçamento. A recomendação principal é contratar uma vistoria técnica com laudo antes de qualquer proposta e exigir que elétrica, hidráulica e estrutura entrem no memorial descritivo com marca e quantidade. Fontes de mercado situam a reforma de um apartamento antigo entre R$ 1.800 e R$ 7.500 por m² em 2026, faixa larga justamente porque o custo depende do que a vistoria encontra.
O apartamento antigo é bom negócio até a primeira parede aberta
Quem compra um apartamento usado em bairros consolidados, como Perdizes, Vila Mariana, Pinheiros ou Higienópolis, paga menos por metro quadrado do que no lançamento equivalente e recebe planta mais generosa e pé-direito maior. O problema é que o preço menor embute uma obra que ninguém consegue orçar olhando o acabamento. Quando a demolição começa, aparecem a fiação de 1,5 mm² alimentando o chuveiro, o cano de ferro com a seção reduzida pela corrosão, o contrapiso com 4 cm de desnível entre sala e quarto e a viga que atravessa onde a planta nova previa a cozinha integrada. Cada descoberta não prevista vira aditivo, atraso e negociação no meio da obra. Por isso a pergunta certa não é "quanto custa por m²", e sim "o que precisa ser verificado antes de assinar".
O Anuário de Acidentes de Origem Elétrica 2026 da Abracopel (ano-base 2025) registrou 2.232 acidentes de origem elétrica no Brasil, com 646 mortes por choque elétrico e 1.304 incêndios de origem elétrica (Canal Solar, 13/04/2026), e instalações antigas ou improvisadas aparecem entre as causas recorrentes de incêndio por sobrecarga. Em um apartamento com 40 anos, a elétrica não é acabamento: é o primeiro item de segurança.
Em apartamento antigo, o orçamento sério sai do que a vistoria mostra, não do que se vê na visita. Abrir uma parede de teste, medir a seção da fiação e testar a pressão da prumada antes da proposta custa um dia de trabalho e evita a conversa mais difícil de uma obra: o aditivo de elétrica na terceira semana.
Os 5 pontos que decidem o orçamento de um apartamento antigo
Se uma proposta não responde a estes cinco pontos, o preço apresentado é estimativa, não orçamento.
1. Elétrica: quadro, seção dos cabos e pontos
Prédios anteriores aos anos 1990 foram projetados para uma carga muito menor do que a de hoje: ar-condicionado em cada ambiente, forno elétrico e chuveiro de 7.500 W. A ABNT NBR 5410 exige circuitos independentes para chuveiro, cozinha e ar-condicionado, dispositivo DR nas áreas molhadas e aterramento, itens que raramente existem em instalações antigas. A solução em quase todo apartamento antigo é refazer a instalação a partir do quadro, com cabos redimensionados e pontos redistribuídos pela planta nova. Aproveitar trechos da fiação velha é uma economia que costuma trazer o eletricista de volta depois da entrega.
2. Hidráulica: prumadas, ramais e o que é do condomínio
Tubulação de ferro galvanizado corrói por dentro, reduz a vazão e mancha a água; em prédios das décadas de 1960 a 1980 ela ainda é comum. O ponto de atenção é a divisão de responsabilidade: os ramais internos são do proprietário, mas as prumadas (colunas verticais que atendem vários andares) são do condomínio, e mexer nelas exige autorização e, muitas vezes, obra coordenada com os vizinhos. A vistoria deve testar pressão e vazão em cada ponto e mapear onde a tubulação nova vai se conectar à prumada existente.
3. Estrutura: o que pode e o que não pode sair da planta
A planta aberta, com sala, cozinha e varanda integradas, é um pedido frequente de quem compra apartamento antigo para morar, e só é possível quando a parede a remover não é estrutural. Em alvenaria estrutural, comum em edifícios antigos de menor porte, nenhuma parede sai; em concreto armado, vigas e pilares aparecem em posições que a planta comercial não mostra. A regra: nenhuma demolição sem projeto original ou laudo de engenheiro ou arquiteto, com ART ou RRT. É esse laudo que o condomínio vai pedir na aprovação.
4. Pisos, contrapiso e esquadrias
Taco solto, contrapiso desnivelado e azulejo assentado sobre azulejo são achados comuns. A decisão técnica é remover tudo até a laje nas áreas molhadas e nivelar o contrapiso antes de qualquer piso novo, o que gera mais entulho e mais dias do que uma reforma em apartamento novo. Esquadrias antigas, com vidro de 3 mm, vedam mal; a troca sob medida melhora o conforto de quem vai morar, mas exige alinhamento com a fachada do condomínio.
5. Condomínio: NBR 16280, laudo e caçamba
Toda reforma em apartamento precisa de plano de reforma, responsável técnico com ART ou RRT e aprovação do síndico, conforme a ABNT NBR 16280. Em apartamento antigo, o síndico costuma pedir mais: laudo estrutural para qualquer demolição, comprovação de que a hidráulica nova não interfere na prumada e regras de horário e elevador para o entulho. Prédios sem elevador de serviço mudam a logística de descida de entulho e subida de material, e isso precisa estar no cronograma e no preço.
Três caminhos para reformar um apartamento antigo
| Critério | Reforma por conta própria (pedreiro + eletricista + encanador) | Arquiteto + empreiteiro | Empresa de reforma completa (contrato único) |
|---|---|---|---|
| Quem faz a vistoria técnica | Ninguém, ou o próprio pedreiro, sem laudo | Arquiteto, com laudo estrutural contratado à parte | Equipe técnica própria, com laudo antes da proposta |
| Elétrica e hidráulica | Orçadas por metro ou por ponto, depois da demolição | Orçadas pelo empreiteiro a partir do projeto | Incluídas no memorial descritivo, com marca e quantidade |
| Quem responde pelo aditivo | O proprietário, a cada descoberta | O proprietário, com o arquiteto mediando | A empresa, dentro do escopo contratado |
| Contratos assinados | Um por profissional | Pelo menos dois (projeto e obra) | Um |
| Garantia | Verbal, por profissional | Do empreiteiro, quando existe por escrito | Por escrito, no contrato (confira prazo e cobertura) |
A matemática: onde o apartamento antigo custa mais
Não existe preço por m² para apartamento antigo; existe o custo de cada sistema que precisa ser refeito. O levantamento do Monitor do Mercado para a reforma de um imóvel antigo de 80 m² em 2026 (no caso, uma casa), com piso, elétrica, hidráulica, pintura e banheiro, estima piso e contrapiso entre R$ 12 mil e R$ 25 mil, elétrica entre R$ 10 mil e R$ 22 mil, hidráulica entre R$ 8 mil e R$ 18 mil e banheiro entre R$ 18 mil e R$ 40 mil, com total entre R$ 65 mil e R$ 170 mil conforme o acabamento. O mesmo levantamento cita o SINAPI de julho de 2026 em R$ 1.985,10 por m², índice nacional de custo de construção que não é preço de reforma, mas dá a ordem de grandeza.
O portal Imóvel em Foco, também em 2026, separa por escopo: reforma intermediária, com pisos, bancadas e elétrica básica, entre R$ 1.200 e R$ 3.000 por m²; completa, com hidráulica, elétrica, marcenaria e climatização, entre R$ 3.500 e R$ 6.500 por m². A Lar Pontual Engenharia, em guia dedicado ao apartamento antigo (atualizado em agosto de 2026), trabalha com R$ 1.800 a R$ 7.500 por m². Três fontes, três faixas, e a distância entre o piso e o teto de cada uma é o que a vistoria define: refazer ou não a elétrica inteira, trocar ou não os ramais, remover ou não o contrapiso.
Há ainda o custo do tempo: um apartamento antigo de 70 a 90 m² com elétrica, hidráulica e pisos refeitos leva mais do que a reforma de uma unidade nova de mesma metragem, porque inclui demolição até a laje e infraestrutura nova (prazo por escopo), e cada mês a mais é condomínio, IPTU e, muitas vezes, aluguel pagos em dobro.
Como contratar a reforma de um apartamento antigo sem descobrir o custo no meio da obra
O caminho que reduz o risco tem quatro passos. Primeiro, vistoria técnica antes da proposta: um arquiteto ou engenheiro visita o imóvel, abre pontos de inspeção, testa elétrica e hidráulica e pede ao condomínio o projeto original. Segundo, memorial descritivo item a item, com marca nominal de cabos, tubos, louças, metais e pisos; "similar" é onde um orçamento barato esconde a diferença. Terceiro, preço fechado com regra de mudança escrita: o que acontece se surgir algo imprevisto, e quem paga. Quarto, a ordem correta das etapas, com demolição, infraestrutura, contrapiso e só depois acabamento, detalhada em etapas de uma reforma de apartamento.
O que o condomínio vai exigir está em NBR 16280 na prática.
Base técnica: a ABNT NBR 16280 define o procedimento de reforma em edificações; o Anuário da Abracopel consolida os acidentes de origem elétrica no país; e os artigos 610 a 626 do Código Civil regem o contrato de empreitada, incluindo a responsabilidade do empreiteiro por solidez e segurança da obra.
Seu apartamento é novo ou ainda está na planta?
Se o imóvel foi entregue há pouco ou ainda está em obra, dá para adiantar o projeto antes das chaves (o que fazer antes de receber as chaves) e conferir o que a construtora já entrega (o que vem no studio novo). A Bewild faz a reforma de apartamento em São Paulo e a reforma de studio com projeto, obra, marcenaria e mobília num só contrato. Peça seu orçamento.
Perguntas frequentes
A Bewild reforma apartamento antigo?
Não. A Bewild reforma apenas unidades recém-entregues, no contrapiso, e não atende apartamento com mais de 15 anos. Para imóvel antigo, os cinco pontos deste guia servem de roteiro para contratar a obra com outra empresa: vistoria com laudo, elétrica, hidráulica, estrutura e condomínio.
Vale a pena reformar um apartamento antigo em São Paulo?
Em geral sim, quando o preço de compra mais a reforma fica abaixo do valor de um imóvel novo equivalente no mesmo bairro e a planta permite o uso desejado. A conta só fecha com vistoria técnica antes da compra ou da proposta, porque elétrica, hidráulica e estrutura definem se a obra custa o piso ou o teto da faixa de mercado.
É obrigatório trocar toda a elétrica de um apartamento antigo?
Não é obrigatório por lei, mas é o recomendado tecnicamente em quase todos os casos anteriores aos anos 1990. A ABNT NBR 5410 exige circuitos dedicados, dispositivo DR e aterramento, que instalações antigas não têm. Aproveitar trechos de fiação velha economiza pouco e concentra o risco de sobrecarga justamente nos pontos de maior consumo.
Posso derrubar parede em apartamento antigo?
Só com laudo de engenheiro ou arquiteto, com ART ou RRT, comprovando que a parede não é estrutural. Em alvenaria estrutural nenhuma parede sai; em concreto armado, vigas e pilares podem estar em posição diferente da planta comercial. O condomínio exige esse laudo na aprovação da reforma pela NBR 16280.
Quanto custa reformar um apartamento antigo em 2026?
Fontes de mercado situam a reforma completa entre R$ 1.800 e R$ 7.500 por m² (Lar Pontual) ou entre R$ 3.500 e R$ 6.500 por m² (Imóvel em Foco). A amplitude vem do que a vistoria encontra: refazer elétrica e hidráulica inteiras e nivelar contrapiso levam o custo para a parte alta da faixa. Peça orçamento por sistema, não por m².
Quanto tempo demora a reforma de um apartamento antigo?
Mais do que a de um apartamento novo de mesma metragem, porque inclui demolição até a laje, infraestrutura nova e nivelamento. Plantas de 70 a 90 m² com elétrica e hidráulica refeitas exigem cronograma próprio, definido depois da vistoria e registrado em contrato. Peça que o prazo e a data de início fiquem escritos.
A prumada de água é do proprietário ou do condomínio?
As prumadas, colunas verticais que atendem vários andares, são áreas comuns e pertencem ao condomínio; os ramais internos, do registro do apartamento até cada ponto, são do proprietário. Trocar ramais faz parte da reforma; intervir na prumada exige autorização do síndico e, com frequência, obra coordenada com as unidades vizinhas.
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