Quanto custa reformar um studio de 20 m² em São Paulo: 27 contratos de até 21 m² da Bewild
Nos 27 contratos da Bewild em studios de até 21 m², a reforma completa custou R$ 75.000 na mediana (R$ 3.800/m²), acima da faixa de 25 a 30 m². A conta por m² × área subestima o custo real em 28% a 52%; veja por quê e quando a reforma completa não é a resposta.

A pergunta chega quase sempre do mesmo jeito: "comprei um studio de 18 m² (ou 20, ou 21) e queria saber quanto custa reformar; como é pequeno, deve sair barato, certo?". A intuição é razoável. A conta de bolso que circula na internet, custo por m² vezes área, diz que um studio de 18 m² deveria custar pouco mais da metade de um de 30 m². Os contratos dizem outra coisa.
Este texto abre os números de uma base de 198 contratos de reforma completa da Bewild em São Paulo (planilha de 27/9/2026), com foco nos 27 contratos de unidades de até 21 m². Ele responde quanto custou reformar essas unidades, por que o valor não cai na proporção da metragem, em quais prédios esses studios estão, o que a conta por m² erra, e em que situações a reforma completa não é a melhor decisão para um imóvel tão pequeno. Nenhum valor aqui é tabela de preço; são medianas e faixas do que foi contratado, com o método descrito no fim.
A resposta curta
- R$ 75.000 foi a mediana dos 27 contratos de reforma completa em studios de até 21 m² (metade dos contratos entre R$ 68.512 e R$ 80.280; mínimo R$ 55.300, máximo R$ 96.634).
- Isso é mais caro, em reais, do que a faixa de 25 a 30 m² (mediana R$ 71.432 em 102 contratos) e do que a de 21 a 25 m² (R$ 65.000 em 31 contratos). O studio menor não foi o mais barato.
- Por m², a diferença é grande: R$ 3.800/m² até 21 m², contra R$ 2.602/m² entre 25 e 30 m² e R$ 2.744/m² na base inteira (Índice Bewild).
- A conta "R$/m² × área" subestima o custo real em 28% a 52% abaixo de 21 m². Para 18 m², a fórmula dá cerca de R$ 49 mil; os contratos ficaram em R$ 70 mil.
- A reforma completa inclui projeto, obra civil, elétrica e hidráulica, marcenaria sob medida, mobiliário e eletrodomésticos, com preço fechado em contrato e 5 anos de garantia sobre mão de obra e marcenaria. Metragens até 30 m² têm prazo de obra de cerca de 60 dias úteis.
- Nem sempre vale a reforma completa. Para quem vai alugar sem mobília a preço de mercado, ou recebeu a unidade com cozinha e banheiro prontos e vai morar nela, a conta pode não fechar; a seção "Quando a reforma completa não é a resposta" trata disso.
O que é um studio de 20 m² e por que ele existe em São Paulo
Studio, neste texto, é a unidade de ambiente único em que dormir, cozinhar e estar dividem o mesmo espaço, com banheiro separado. A metragem que aparece nos contratos é a área privativa informada na capa do projeto executivo, não a área total do anúncio (que inclui fração de áreas comuns e, às vezes, vaga). Um "studio de 24 m²" na propaganda pode ter 21,3 m² de área privativa, e é esse número que vale para o orçamento.
Essas unidades existem em quantidade por causa da legislação urbana da cidade. O Plano Diretor Estratégico (PDE, Lei 16.050/2014) e a Lei de Zoneamento (Lei 16.402/2016) criaram incentivos para adensar os Eixos de Estruturação da Transformação Urbana, as faixas ao redor de estações de metrô, trem e corredores de ônibus. Muitos dos studios pequenos foram aprovados como uso não residencial, na subcategoria NR1-12 (serviços de hospedagem e moradia), o que permitiu plantas menores e mais unidades por terreno; um artigo do escritório Machado Meyer de 5/7/2023 descreve essa engenharia e as dúvidas sobre moradia permanente e financiamento subsidiado nessas unidades. A revisão intermediária do PDE (Lei 17.975, de 8/7/2023) mexeu em um dos incentivos: a vaga de garagem passou a ser não computável apenas para unidades com mais de 30 m². Ou seja, a cidade começou a desestimular a planta muito pequena, mas o estoque já lançado é grande e continua sendo vendido.
Os dados do Secovi-SP (sindicato da habitação) para junho de 2026, publicados pela Exame em 13/8/2026, ajudam a dimensionar: unidades com menos de 30 m² foram 17% dos lançamentos na capital (2.137 unidades) e 26% das vendas (2.405 unidades). A faixa de 30 a 45 m² concentrou 70% dos lançamentos e 64% das vendas. Na mesma reportagem, o CEO do Secovi-SP, Ely Wertheim, afirma que a preferência por unidades muito pequenas foi passageira e que a demanda deve crescer na faixa de 40 a 60 m². As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo: o mercado está lançando menos studios pequenos, e os que existem continuam sendo comprados, e depois reformados.
| Faixa | Lançamentos | Vendas |
|---|---|---|
| Menos de 30 m² | 17% (2.137 unidades) | 26% (2.405 unidades) |
| 30 a 45 m² | 70% (8.777 unidades) | 64% (5.985 unidades) |
| Demais metragens | 13% | 10% |
Leitura: a faixa abaixo de 30 m² vende proporcionalmente mais do que lança (26% contra 17%), o que é coerente com o tíquete menor e o perfil de investidor que compra para alugar. É esse comprador que, meses depois, pergunta quanto custa a reforma.
Quanto custou reformar um studio de até 21 m²: os 27 contratos
Dos 198 contratos da base, 27 (14%) são de unidades com até 21,5 m² de área privativa. O menor tem 15 m² (MetroCasa República); o maior do grupo, 21,43 m². A tabela abaixo compara esse grupo com as faixas seguintes. "Mediana" é o valor do meio: metade dos contratos custou menos, metade custou mais; ela é menos sensível a um contrato fora da curva do que a média. "Q1" e "Q3" são o primeiro e o terceiro quartil: entre eles está a metade central dos contratos.
| Faixa de área privativa | Contratos | Q1 | Mediana | Q3 | Mediana por m² |
|---|---|---|---|---|---|
| Até 21 m² | 27 | R$ 68.512 | R$ 75.000 | R$ 80.280 | R$ 3.800/m² |
| 21 a 25 m² | 31 | R$ 62.569 | R$ 65.000 | R$ 71.920 | R$ 2.824/m² |
| 25 a 30 m² | 102 | R$ 66.051 | R$ 71.432 | R$ 77.110 | R$ 2.602/m² |
| 30 a 45 m² | 36 | R$ 84.122 | R$ 102.682 | R$ 115.000 | R$ 2.806/m² |
| Base inteira (Índice Bewild, 188) | 188 | R$ 2.457/m² | R$ 71.850 | R$ 3.125/m² | R$ 2.744/m² |
O dado que surpreende quem está fazendo a conta pela primeira vez: o studio de até 21 m² custou, na mediana, R$ 10 mil a mais do que o de 21 a 25 m² e R$ 3,5 mil a mais do que o de 25 a 30 m². A metade central do grupo pequeno (R$ 68,5 mil a R$ 80,3 mil) fica inteira acima da metade central da faixa de 21 a 25 m² (R$ 62,6 mil a R$ 71,9 mil). Não é um ou dois contratos puxando a mediana: dos 27, apenas 3 ficaram abaixo de R$ 65 mil, 16 ficaram entre R$ 65 mil e R$ 80 mil, 8 entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, e nenhum passou de R$ 100 mil.
Por m², a diferença fica evidente: R$ 3.800/m² no grupo de até 21 m², 46% acima dos R$ 2.602/m² da faixa de 25 a 30 m² e 38% acima do Índice Bewild (R$ 2.744/m², calculado sobre 188 contratos e publicado em bewild.com.br/indice-de-custo-de-reforma). Quem usa o índice geral para orçar um studio de 18 m² vai errar para baixo, e por muito.
Por que a conta por m² erra tanto abaixo de 21 m²
A conta de bolso "custo por m² × área" pressupõe que todo custo da reforma cresce em proporção à metragem. Parte cresce (piso, pintura, forro, rodapé), mas uma parte relevante não depende do tamanho do imóvel. Na base inteira, o ajuste linear entre área e valor dá uma reta de aproximadamente R$ 17.055 fixos mais R$ 2.245 por m²: esse "degrau" de R$ 17 mil é o custo que o studio de 15 m² paga igual ao de 45 m². Abaixo de 21 m², porém, nem a reta explica os contratos: a 20 m², ela prevê cerca de R$ 62 mil, e a mediana observada foi R$ 81,5 mil.
| Metragem | Contratos | Conta por m² | Mediana observada | Diferença |
|---|---|---|---|---|
| 15 a 17 m² | 4 | R$ 46.648 | R$ 70.843 | +52% |
| 18 a 19 m² | 7 | R$ 52.136 | R$ 70.254 | +35% |
| 20 m² | 4 | R$ 55.484 | R$ 81.505 | +47% |
| 21 m² | 12 | R$ 58.447 | R$ 75.000 | +28% |
A planilha de contratos registra o valor fechado, não o orçamento aberto por item; por isso a explicação abaixo vem dos memoriais descritivos e da prática de obra, e não de uma estatística. Três mecanismos aparecem em quase todo studio pequeno:
1. Os eletrodomésticos e a infraestrutura não encolhem. Um studio de 17 m² recebe geladeira, cooktop, micro-ondas, máquina lava e seca, ar-condicionado, chuveiro e aquecimento de água, quadro elétrico redimensionado e pontos novos de elétrica e hidráulica, exatamente como um de 30 m². Em alguns prédios, a unidade pequena vem com menos circuitos e menos pontos, e a reforma precisa criar o que falta. Esse bloco custa quase o mesmo em qualquer metragem e, dividido por menos metros, pesa mais.
2. A marcenaria faz mais funções por metro. Em 18 m², não há parede livre para separar cama, sofá, mesa e armário; o projeto resolve isso com marcenaria multifuncional: cama retrátil ou sofá-cama embutido, mesa dobrável, armário até o teto, nichos, painel de TV que esconde a passagem de cabos. Marcenaria sob medida é o item mais caro por metro linear da obra, e no studio pequeno ela ocupa proporcionalmente mais do perímetro. O texto sobre o estudo de layout de um studio de 25 m² mostra como essas decisões são tomadas antes do 3D; a página de marcenaria sob medida descreve o que entra no padrão Bewild.
3. Os custos fixos de qualquer obra em condomínio. Projeto executivo, ART ou RRT (Anotação de Responsabilidade Técnica, do engenheiro, ou Registro de Responsabilidade Técnica, do arquiteto, exigidos pela NBR 16280 para reformas em edificações), aprovação no condomínio, mobilização de equipe, proteção de áreas comuns, descarte de entulho, limpeza final e gestão da obra. Nada disso muda porque o apartamento tem 17 m² em vez de 28 m². O post sobre a NBR 16280 e o que o condomínio exige detalha a parte documental.
Há um quarto fator, específico de alguns prédios: a planta de 17 a 21 m² muitas vezes é entregue com acabamento mínimo (sem forro, com cozinha "pontos secos", sem box) justamente para caber no tíquete de venda. Quanto menos a construtora entrega, mais a reforma precisa fazer. É por isso que a comparação por empreendimento, logo abaixo, importa tanto quanto a comparação por metragem.
Em que prédios estão esses studios e o que muda entre eles
Os 27 contratos de até 21 m² se concentram em poucos empreendimentos, todos em São Paulo capital. O Urban Flex (Consolação, incluindo as torres comercializadas como LM Urban Flex) responde por 10 contratos; o REM ID (Vila Romana), por 3; o MetroCasa República, por 2; Vila Olímpia Passarelli e Infinity Brooklin, por 1 cada; e outros 10 prédios aparecem com 1 contrato cada.
| Empreendimento | Contratos | Área mediana | Valor mediano | Mediana por m² |
|---|---|---|---|---|
| Urban Flex / LM Urban Flex (Consolação) | 10 | 20,2 m² | R$ 81.505 | R$ 4.009/m² |
| Outros prédios (1 contrato cada) | 10 | 21,3 m² | R$ 70.931 | R$ 3.320/m² |
| REM ID (Vila Romana) | 3 | 19,0 m² | R$ 64.000 | R$ 3.368/m² |
| MetroCasa República | 2 | 16,0 m² | R$ 69.216 | R$ 4.334/m² |
| Vila Olímpia Passarelli | 1 | 21,3 m² | R$ 92.110 | R$ 4.324/m² |
| Infinity Brooklin | 1 | 20,0 m² | R$ 76.000 | R$ 3.800/m² |
O Urban Flex puxa a mediana do grupo para cima: suas 10 unidades ficaram em R$ 81.505 na mediana. Sem ele, os outros 17 contratos de até 21 m² têm mediana de R$ 71.432 e R$ 3.521/m², ainda 35% acima da faixa de 25 a 30 m² por m². Ou seja, o efeito "studio pequeno custa mais por m²" não é um efeito de um único prédio; o prédio apenas define o quanto. O que explica a diferença entre prédios é o que a construtora entregou e o que o condomínio permite: no post sobre reforma de studio por empreendimento comparamos Urban Flex, Nex One e MetroCasa em detalhe, e a página da parceria com a Leal Moreira mostra os projetos em 3D das unidades do LM Urban Flex Bela Cintra.
Um dado adicional ajuda a entender quem é esse cliente. No formulário de orçamento do site, entre 8/9 e 22/10/2026, apenas 2 dos 88 pedidos com metragem informada eram de unidades de até 21 m²; na base de contratos, essa faixa é 14%. Quem compra um studio de 18 m² raramente chega sozinho pelo site: chega em grupo, pelo prédio, por indicação de vizinho ou pela incorporadora. Isso tem uma consequência prática para quem está lendo este texto por conta própria: o orçamento de referência que você vai receber de uma empresa que já reformou outras unidades do seu prédio tende a ser mais preciso do que qualquer tabela.
Projetos reais de studios de até 22 m²
As imagens abaixo são dos projetos em 3D aprovados pelos clientes para unidades de 17 a 22 m² em São Paulo, publicados no portfólio da Bewild. As legendas trazem a metragem e o bairro; os valores individuais de cada contrato não são divulgados, apenas as medianas do grupo.
O que entra nos R$ 75 mil (e o que não entra)
Os valores da base são de reforma completa, no modelo que a Bewild chama de turnkey: um único contrato que cobre projeto de arquitetura e executivo, obra civil (piso, forro, pintura, revestimentos, box, louças e metais quando previstos), adequação elétrica e hidráulica, marcenaria sob medida, mobiliário solto, eletrodomésticos, iluminação e o setup final para morar ou anunciar. O post o que está incluso num orçamento de reforma de studio abre o memorial bloco a bloco.
Não entram, em regra: taxas do condomínio para obra (quando existem), mudança de posição de prumadas ou de pontos de gás, intervenções em área comum, enxoval de hotelaria (roupa de cama e banho em quantidade para operação) e serviços de gestão do imóvel depois da entrega. Também não entra nenhuma hipótese sobre quanto o imóvel vai render: a Bewild entrega a reforma; aluguel, ocupação e diária dependem do mercado, da localização e da operação.
Dois pontos de leitura para o studio pequeno. Primeiro, o mobiliário e os eletros, que são um bloco relevante do valor, não ficam no imóvel se você decidir vender sem eles; são bens móveis e podem ser negociados à parte. Segundo, a marcenaria multifuncional, que resolve a planta pequena, é a parte que mais diferencia um studio de 18 m² "habitável" de um "anunciável"; é nela que os projetos de prédios diferentes mais variam, e é por ela que o preço fechado precisa estar amarrado a um memorial detalhado antes da assinatura, como explicamos em como comparar orçamentos de reforma.
Prazo e preço variaram no tempo?
A planilha não registra datas de contrato, então usamos a ordem do número de projeto como aproximação de tempo. Nos 13 contratos mais antigos do grupo de até 21 m² (projetos 21 a 157), a mediana foi R$ 70.254 (R$ 3.617/m²); nos 14 mais recentes (projetos 160 a 212), R$ 78.280 (R$ 3.936/m²). A alta de 11% entre as metades é maior do que a inflação da construção no período mais recente (o INCC-M da FGV, índice que mede custos de materiais e mão de obra da construção, acumulou 6,60% em 12 meses até setembro de 2026; o IPCA do IBGE, 4,58%), mas a composição mudou: o Urban Flex, que tem a mediana mais alta, concentra-se na metade recente. Não dá para separar, com 27 contratos, o que é reajuste de preço do que é mudança de mix de prédios; por isso tratamos a leitura no tempo como indicativa, não como tendência.
Sobre prazo, a regra contratual da Bewild é de cerca de 60 dias úteis de obra para unidades de até 30 m², o que inclui todos os studios deste texto. O tamanho menor não encurta o prazo de forma proporcional: as etapas (demolição e proteção, infraestrutura, revestimentos, forro e pintura, marcenaria, montagem e setup) são as mesmas, e em 17 m² a equipe trabalha em revezamento porque não cabem duas frentes ao mesmo tempo. O post cronograma de uma reforma de studio em 60 dias úteis mostra a sequência semana a semana, e quanto tempo demora uma reforma de apartamento explica como converter dias úteis em dias corridos.
Quando a reforma completa não é a resposta
Há três situações em que recomendamos pensar duas vezes antes de contratar a reforma completa de um studio de até 21 m², mesmo que a Bewild deixe de fechar um contrato por isso.
1. Locação tradicional, sem mobília, a preço de mercado. O índice QuintoAndar Imovelweb de julho de 2026 (atualizado em 17/8/2026) registra R$ 75,20/m² como aluguel médio pedido na cidade de São Paulo e R$ 91,14/m² para imóveis de 1 quarto; o FipeZap de setembro de 2026 traz R$ 65,78/m² para a cidade. Tomando o valor mais alto dessas referências, um studio de 17 m² alugado sem mobília pediria cerca de R$ 1.550 por mês, um cenário ilustrativo, não uma previsão. Diante de uma reforma de R$ 70 mil, a conta só fecha se a reforma mudar o produto (mobiliado, pronto para morar, short stay ou locação por temporada), e isso depende de regras do condomínio e da sua disposição de operar ou contratar operação. Se a ideia é alugar vazio pelo preço de mercado, uma reforma parcial (pintura, forro, iluminação, box, armário de cozinha) costuma bastar; o post como reformar um studio gastando menos sem perder valor indica o que raramente se paga.
2. Unidade entregue pronta e uso próprio simples. Alguns empreendimentos entregam o studio com piso, forro, cozinha com bancada e armários e banheiro com box. Se você vai morar e não precisa de cama retrátil nem de layout novo, o que falta é mobília e eletros, e isso se resolve sem obra. Confira o memorial de entrega da construtora antes de pedir orçamento: o texto o que vem (e o que não vem) no seu studio novo traz a lista do que verificar, e o anti-checklist da reforma lista quatro itens que raramente compensa trocar em imóvel novo.
3. Restrições de uso que você ainda não conferiu. Studios aprovados como NR1-12 ou enquadrados como HIS/HMP (habitação de interesse social ou de mercado popular) podem ter restrições a locação por temporada, a financiamento ou ao uso comercial. O post meu studio é HIS ou HMP: o que dá para fazer e o guia condomínio pode proibir Airbnb? ajudam a conferir antes de gastar R$ 75 mil numa reforma pensada para um uso que a convenção do prédio não permite.
"Quem compra um studio de 18 m² ouve de todo mundo que a reforma vai ser barata porque o imóvel é pequeno. Nos nossos contratos, essa é a faixa com o metro quadrado mais caro da base. Não é margem nossa, é a soma de coisas que não encolhem: eletros, infraestrutura, projeto, responsabilidade técnica e uma marcenaria que precisa fazer o trabalho de quatro cômodos em um. Prefiro que a pessoa saiba disso antes de assinar do que descubra num aditivo."
— Pedro Alves, engenheiro e CEO da Bewild
Como fizemos as contas
Base. Planilha de contratos de prestação de serviços da Bewild, versão extraída em 27/9/2026, com 205 linhas. Cada linha traz o valor do contrato, o empreendimento e a área privativa informada na capa do projeto executivo (ou, na ausência, no contrato ou na planilha orçamentária).
Exclusões. Sete linhas foram retiradas: os 5 primeiros contratos da empresa (modelo de precificação diferente do atual), 1 contrato que cobre 2 unidades em um único valor e 1 registro com valor incompatível com o escopo. Restaram 198 contratos. Para os números globais (R$ 2.744/m², R$ 71.850, quartis R$ 2.457 e R$ 3.125/m²) usamos o Índice Bewild, que aplica critérios adicionais e trabalha com 188 contratos; os recortes por faixa deste texto usam os 198.
Faixas. "Até 21 m²" inclui áreas até 21,5 m², para abranger as plantas de 21,3 m² que várias construtoras comercializam como 21 m². As demais faixas fecham no limite superior (21 a 25 inclui 25,00; 25 a 30 inclui 30,00). Dois contratos acima de 45 m² foram omitidos das tabelas por serem poucos.
Estatística. Mediana e quartis por faixa; custo por m² calculado contrato a contrato (valor dividido pela área) e depois tomada a mediana, o que evita que contratos grandes pesem mais. A reta "R$ 17.055 + R$ 2.245/m²" é um ajuste por mínimos quadrados sobre os 198 contratos; ela descreve a tendência, não uma causa. A "conta de bolso" da tabela usa o Índice Bewild (R$ 2.744/m²) vezes a área mediana de cada subfaixa.
Estabilidade no tempo. Sem datas na planilha, usamos o número do projeto como ordem. As duas metades do grupo de até 21 m² (13 e 14 contratos) diferem em 11% na mediana, com mudança de mix de prédios entre elas; por isso não afirmamos tendência.
Dados do site. A contagem de pedidos de orçamento (2 de 88 com até 21 m², entre 8/9 e 22/10/2026) vem do formulário do site, considerando apenas pedidos com metragem entre 10 e 200 m² e excluindo pedidos de parceiros. Só agregados; nenhum dado pessoal foi usado.
Limites. 27 contratos é uma amostra pequena; as subfaixas (4, 7, 4 e 12 contratos) são menores ainda e servem para mostrar a direção do erro da conta por m², não para prever o valor de um contrato específico. A base é de clientes da Bewild, com o escopo completo descrito acima; empresas com outro escopo (sem mobília, sem eletros, sem projeto) terão outros números, e a comparação entre orçamentos precisa igualar o escopo antes de igualar o preço. Os valores são nominais, sem correção por inflação.
Antes de pedir orçamento
- Confirme a área privativa na matrícula ou no projeto da construtora, não no anúncio. A diferença entre 24 m² "de anúncio" e 21,3 m² privativos muda a faixa de preço.
- Leia o memorial de entrega e marque o que a construtora já instalou (piso, forro, bancada, box, pontos de elétrica). O guia o que vem no studio novo ajuda.
- Confira o uso permitido: convenção do condomínio, enquadramento NR ou HIS/HMP, regras para locação por temporada. Veja o que perguntar ao síndico antes de reformar.
- Decida o uso antes do layout: morar, alugar mobiliado, short stay. Cama retrátil e mesa dobrável fazem sentido num uso e sobram em outro; o estudo de layout mostra a sequência de decisões.
- Peça o orçamento com memorial item a item e compare escopo igual com escopo igual; o post como comparar orçamentos de reforma lista os cinco critérios que mudam o preço.
- Pergunte como o aditivo é tratado no contrato: o que é escopo fechado, o que depende de vistoria e o que acontece se a construtora entregou diferente do memorial. Leia por que existe aditivo em obra.
- Dimensione o ar-condicionado pela metragem real: em 17 m², o aparelho errado custa caro e incomoda; a tabela de BTU por metragem resolve isso em um minuto.
O que a Bewild coloca no contrato
Na reforma de studio em São Paulo, o contrato da Bewild traz preço fechado por escopo definido em memorial, prazo de obra em dias úteis com data em contrato (cerca de 60 dias úteis até 30 m²), responsável técnico com ART/RRT, aprovação junto ao condomínio conforme a NBR 16280 e 5 anos de garantia sobre a mão de obra da reforma e sobre a marcenaria sob medida. O mesmo modelo vale para apartamentos de qualquer metragem, com prazo ajustado em contrato, pela empresa de reforma de apartamento em São Paulo. A Bewild atua em São Paulo capital; o proprietário pode morar em qualquer cidade, acompanhando a obra à distância, como descrito em como reformar um studio em SP morando em outra cidade.
Para um studio de até 21 m², o que mais pesa no contrato é o memorial de marcenaria e a lista de eletros: são os dois blocos em que o preço fechado precisa estar amarrado a marcas, medidas e quantidades, porque são eles que explicam por que o metro quadrado dessa faixa é o mais caro da base. Mais de 160 reformas entregues e mais de 200 projetos dão a referência para orçar essas unidades com margem de erro menor do que qualquer conta por m².
Sobre os autores
Pedro Alves é engenheiro e CEO da Bewild. Escreve sobre custo, prazo e decisão de reforma a partir da base de contratos da empresa. Perfil do autor.
Thiago Dantas é arquiteto e urbanista (CAU A162437-7), responsável técnico da Bewild. Assina os projetos e a responsabilidade técnica das reformas descritas neste texto. Perfil do revisor.
Tem um studio de até 21 m² e quer um número para o seu caso, com o memorial do seu prédio? Faça o diagnóstico de reforma ou peça um orçamento com preço e prazo em contrato.
Fontes: planilha de contratos de clientes Bewild, extração de 27/9/2026 (205 linhas; 198 após exclusões); Índice Bewild de custo de reforma (188 contratos, bewild.com.br/indice-de-custo-de-reforma, consultado em 22/10/2026); formulário de orçamento bewild.com.br, agregados de 8/9 a 22/10/2026; Secovi-SP, pesquisa do mercado imobiliário de junho de 2026, via Exame, reportagem sobre lançamentos e vendas por metragem, 13/8/2026; QuintoAndar Imovelweb, Índice de Aluguel, julho de 2026 (guia "Valor do m² em SP por bairro", atualizado em 17/8/2026); FipeZap Locação, setembro de 2026; FGV, INCC-M de setembro de 2026 (25/9/2026); IBGE, IPCA de setembro de 2026; Prefeitura de São Paulo, Lei 17.975 de 8/7/2023 (revisão do PDE) e notícia da Gestão Urbana de 10/7/2023; Lei 16.050/2014 (PDE) e Lei 16.402/2016 (Zoneamento); Machado Meyer, "Desafios do uso dos studios NRs em São Paulo", 5/7/2023; ABNT NBR 16280 (reforma em edificações); Código Civil, arts. 610 a 626. Nenhum valor deste texto é promessa de preço, prazo, valorização ou renda; cada contrato depende do escopo, do estado de entrega da unidade e das regras do condomínio.
Perguntas frequentes
Quanto custa reformar um studio de 20 m² em São Paulo?
Nos 27 contratos da Bewild em studios de até 21 m² (planilha de 27/9/2026), a reforma completa custou R$ 75.000 na mediana, com metade dos contratos entre R$ 68.512 e R$ 80.280. O valor inclui projeto, obra, marcenaria sob medida, mobiliário e eletrodomésticos, com preço fechado e 5 anos de garantia sobre mão de obra e marcenaria.
Por que reformar um studio pequeno custa mais por m²?
Porque parte do custo não depende da metragem: eletrodomésticos, infraestrutura elétrica e hidráulica, projeto, ART/RRT, aprovação no condomínio e mobilização custam o mesmo em 17 m² ou 30 m². Além disso, a marcenaria multifuncional ocupa mais do perímetro. Resultado nos contratos: R$ 3.800/m² até 21 m² contra R$ 2.602/m² de 25 a 30 m².
Posso usar o custo por m² para estimar a reforma de um studio de 18 m²?
Não como regra. Multiplicar o Índice Bewild (R$ 2.744/m²) pela área dá cerca de R$ 49 mil para 18 m², mas os 7 contratos de 18 a 19 m² da base ficaram em R$ 70.254 na mediana, 35% acima. Abaixo de 21 m², a conta por m² errou entre 28% e 52% para baixo em todas as subfaixas.
Um studio de 17 m² custa menos para reformar do que um de 28 m²?
Nos contratos da Bewild, não. A mediana dos studios de até 21 m² foi R$ 75.000, e a da faixa de 25 a 30 m² (102 contratos) foi R$ 71.432. Dos 27 contratos pequenos, só 3 ficaram abaixo de R$ 65 mil e nenhum passou de R$ 100 mil; o mínimo foi R$ 55.300.
Quanto tempo demora a reforma de um studio de 20 m²?
O contrato da Bewild prevê cerca de 60 dias úteis de obra para unidades de até 30 m², o que inclui todos os studios de até 21 m². O tamanho menor não encurta o prazo de forma proporcional: as etapas são as mesmas e, em 17 m², a equipe trabalha em revezamento porque não cabem duas frentes ao mesmo tempo.
Em quais prédios de São Paulo a Bewild reformou studios de até 21 m²?
Os 27 contratos se concentram no Urban Flex e LM Urban Flex, na Consolação (10 contratos, mediana R$ 81.505), REM ID na Vila Romana (3, R$ 64.000), MetroCasa República (2, R$ 69.216), Vila Olímpia Passarelli e Infinity Brooklin (1 cada), além de 10 prédios com 1 contrato cada (mediana R$ 70.931).
Quando não vale a pena fazer a reforma completa de um studio pequeno?
Quando o plano é alugar sem mobília a preço de mercado (cerca de R$ 75 a R$ 91 por m² em São Paulo pelos índices de 2026, um cenário ilustrativo), quando a construtora entregou piso, cozinha e banheiro prontos e o uso será próprio e simples, ou quando a convenção do condomínio ou o enquadramento NR/HIS impede o uso pretendido.
O que está incluído nos R$ 75 mil de uma reforma completa de studio?
Projeto de arquitetura e executivo, obra civil (piso, forro, pintura, revestimentos, box, louças e metais quando previstos), adequação elétrica e hidráulica, marcenaria sob medida, mobiliário solto, eletrodomésticos, iluminação e setup final. Não entram taxas de condomínio para obra, mudança de prumadas, intervenções em área comum e enxoval de hotelaria.
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